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Dei de cara com um artigo da Business Week (link aqui - em inglês) sobre ser ou não ser o primeiro a lançar o produto. Um ótimo artigo que resume o dilema do empreendedor entre acreditar cegamente no seu sonho ou dar um tempinho para ver como as coisas evoluem com a entrada de outros no mercado para, só então, lançar seu produto/serviço diferenciado.

Tenho dois clientes que estão num processo semelhante de lançamento de produtos. Cada um deles num mercado distinto – um na área de máquinas e equipamentos e outro na área de alimentação – que mostram como a pressa (ou falta dela) pode atrapalhar os resultados da empresa.

O primeiro deles teve uma idéia original para os tempos de crise: customizar uma máquina de maneira a baratear seus custos e, com isso, entrar num mercado que é concorridíssimo – principalmente com a China, adotando uma estratégia de precificação bastante agressiva (entre 20% a 30% mais barato que o produto chinês). Mágica? Nem tanto… Sua sacada foi a de adaptar a estratégia das montadoras de veículos que disponibilizam o modelo básico a um preço bem atrativo e, em contrapartida, oferecem os opcionais para os clientes que desejam alguns “confortos” por assim dizer. Assim ele poderá oferecer ao mercado um produto básico, com o mínimo necessário para que o operador da máquina possa realizar sua tarefa e, juntamente, um pacote com opcionais, que irão sofisticar a operação da máquina para aqueles usuários dispostos a pagar mais por isso.

Na outra ponta, o segundo teve uma idéia também original focada tanto na crise financeira como nas questões ambientais que cercam a indústria alimentícia.

Sua estratégia é disponibilizar na prateleira do supermercado, um produto com altíssimo valor agregado comparado com os produtos concorrentes, com preços semelhantes (às vezes até inferiores) aos praticados atualmente. Detalhe, neste segmento de mercado não há marcas “blockbuster”, somente marcas regionais, ou seja, um mercado com bom potencial de aumento de “market share”. O desafio aqui é formar opinião do consumidor, já que o novo produto é substitutivo ao antigo com o qual o consumidor está 100% familiarizado.

E o que isto tem a ver com time-to-market?

Resposta: as diferentes estratégias que eles estão adotando.

O primeiro quer aproveitar a janela de oportunidade e lançar o produto o mais rápido possível. Para isso ele está disposto a sacrificar um pouco sua margem para não deixar a janela se fechar, isto é, ser ocupada por outros fabricantes de produtos semelhantes que também estão ansiosos por ganhar mercado. Para isso ele corre contra o tempo adotando a tática do “ótimo é inimigo do bom” (lançará o produto mesmo sabendo que já pode incorporar melhorias, só que isso custaria um tempo maior para readequar o projeto, cotar mais fornecedores, etc.)

O segundo tem outra preocupação em mente: a de lançar o produto com a maior qualidade requerida, mesmo que isto custe alguns meses a mais no aperfeiçoamento do produto – o projeto está em desenvolvimento há 2,5 anos e tem ainda uns 6 meses pela frente. O risco deste empreendedor é que a janela de oportunidade já está aberta há mais de um ano e ele ainda não lançou o produto no mercado. Outros já detectaram isso e em menor tempo lançaram produtos similares, mas com menor valor agregado, ocupando espaço no mercado.

Time-to-market é similar ao termo janela de oportunidade. Isto quer dizer que o empreendedor deve estar atento e procurar perceber por quanto tempo a janela ficará aberta e aproveitá-la o mais rápido possível. Uma vez que a janela se feche não há como prever uma nova onda em que ela se abra novamente.

Caso o empreendedor detecte que a necessidade do cliente seja mais imediata que o projeto original de seu produto/serviço, ele (empreendedor) deve procurar apressar o desenvolvimento para aprontar o produto/serviço a tempo de atender plenamente a expectativa do cliente. Caso contrário, além de não resolver seu problema, deixa o cliente em potencial a mercê de abordagem de concorrentes, que podem, mesmo não tendo um produto tão bom quanto o seu, convencer esse cliente a fechar negócio. Aí, para convencê-lo a mudar de fornecedor só se o custo x benefício de seu produto for muito superior ao do concorrente.

Portanto, encontrar o “time-to-market” ideal ou seja, aproveitar o melhor momento da janela de oportunidade, poderá fazer a diferença entre sucesso e fracasso do empreendimento.

Aqui, a pressa continua sendo inimiga da perfeição, mas, em se tratando de suprir uma necessidade emergente do mercado, não há porque ficar aperfeiçoando indefinidamente um produto e demorar para fazer seu lançamento.

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  1. Quanto tempo dura “vivo” o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa? R- Até 10 horas.
  2. Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos? R- Torna o vírus inativo e o mata.
  3. Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus? R- A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade (mucosa do nariz, boca e olhos). O vírus não voa e não alcança mais de um metro de distância.
  4. É fácil contagiar-se em aviões? R- Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.
  5. Como posso evitar contagiar-me? R- Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca.  Não estar com gente doente.  Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.
  6. Qual é o período de incubação do vírus?R- Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.
  7. Quando se deve começar a tomar o remédio? R- Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%.
  8. De que forma o vírus entra no corpo? R- Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.
  9. O vírus é mortal? R- Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.
  10. Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram? R- Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.
  11. A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus? R- Não, porque contêm agentes químicos e está clorada.
  12. O que faz o vírus quando provoca a morte?R- Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.
  13. Quando se inicia o contágio, antes dos sintomas ou até que se apresentem? R- Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.
  14. Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença? R- De 0%, porque se fica imune ao vírus suíno.
  15. Onde se encontra o vírus no ambiente? R- Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o vírus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade.  Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.
  16. O vírus ataca mais às pessoas asmáticas? R- Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.
  17. Qual é a maior população que está sendo atacada por este vírus? R- De 20 a 50 anos de idade.
  18. É útil a máscara para cobrir a boca? R- Existem algumas de maior qualidade que outras, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho a atravessa como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-a para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.
  19. Posso fazer exercício ao ar livre? R- Sim, o vírus não anda no ar.  A via aérea é um meio de pouco contágio.
  20. Serve para algo tomar Vitamina C? R- Não serve para nada para prevenir o contágio deste vírus, mas ajuda a resistir ao seu ataque.
  21. Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível? R- A salvo não está ninguém, o que ajuda é a higiene dentro do lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.
  22. O vírus se move? R- Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.
  23. As mascotes contagiam o vírus? R- Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.
  24. Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar? R- Não.
  25. Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus? R- As mulheres grávidas têm o mesmo risco, mas por dois, podem tomar os antivirais, mas em caso de contágio e com estrito controle médico.
  26. O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagiar com este vírus? R- Não sabemos que estragos possam fazer no processo, já que é um vírus novo.
  27. Posso tomar ácido acetilsalicílico (aspirina)? R- Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomando.
  28. Serve para algo tomar antivirais antes dos sintomas? R- Não serve para nada.
  29. As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiadas com o vírus? R- SIM, devido à baixa imunidade.
  30. Um resfriado convencional forte pode se converter em influenza A(H1N1)? R- NÂO.
  31. O que mata o vírus? R- O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.
  32. O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus? R- O isolamento.
  33. O álcool em gel é efetivo? R- SIM, muito efetivo. (pena que tá faltando no mercado)
  34. Se estiver vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus? R- Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.
  35. Este vírus está sob controle? R- Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.
  36. O que significa passar de alerta 4 a alerta 5? R- A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e a fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.
  37. Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune? R- SIM.
  38. Que medidas que as pessoas que trabalham devem tomar? R- Lavar as mãos muitas vezes ao dia.
  39. Posso me contagiar ao ar livre? R- Se há pessoas infectadas e que tossem e/ou espirrem perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.
  40. Pode-se comer carne de porco? R- SIM pode e não há nenhum risco de contágio.
  41. Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado? R- Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

compilado de várias fontes.

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image Notícia fresquinha da Agência estado (link aqui) de que a Receita Federal apertará a fiscalização das operações de Pessoas Físicas em bolsa de valores pois há indícios sonegação de impostos nestas operações.

Vale lembrar que toda operação em bolsa de valores que gere lucro para o investidor é tributada no Impostos de Renda. É dever do contribuinte recolher esse imposto, ou via carnê leão, ou efetuar o ajuste na declaração anual.

Em qualquer dos casos, na declaração de imposto de renda TODAS as operações devem ser declaradas conforme formulário de GANHOS DE CAPITAL constante na própria declaração, e não adianta dar uma de “espertinho” achando que os dados não serão cruzados. Desde o advento da CPMF que a Receita Federal consegue cruzar a movimentação financeira das pessoas.

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Por: RENATA VERÍSSIMO E ADRIANA FERNANDES

A Receita Federal iniciará na segunda-feira uma operação de fiscalização focada no contribuinte pessoa física com indícios de irregularidades nas operações de bolsa de valores. Segundo a assessoria de imprensa da Receita, 10.950 pessoas, que juntas movimentaram R$ 34 bilhões, foram acompanhadas nos últimos cinco anos. Desse universo, a Receita identificou 1.481 contribuintes com indícios concretos de omissões de rendimento em operações em bolsa de valores. Esses contribuintes movimentaram R$ 81 milhões neste período. Segundo a Receita, a ação de fiscalização acontecerá em todo País.
O Fisco alerta que os contribuintes que quiserem regularizar a situação devem procurar o órgão antes do recebimento da intimação da Receita. Para isso, devem retificar as suas declarações de Imposto de Renda, pagando eventuais diferenças de impostos, acrescidos de juros e multa de mora, limitada a 20% do valor devido. Após o recebimento da notificação, os contribuintes não podem mais retificar espontaneamente as suas declarações e terão que pagar os impostos, acrescidos de juros e multa de ofício de 75% a 150%. Nos casos em que for comprovada a fraude, as pessoas também devem ser processadas criminalmente.
Nos últimos anos, a arrecadação de IRPF foi reforçada em razão do recolhimento de imposto sobre ganhos líquidos em operações em bolsa e sobre ganhos de capital. Mas, no primeiro semestre de 2009, segundo a Receita, o pagamento de IRPF teve queda real de 9,7% em relação ao primeiro semestre de 2008, principalmente nestes dois itens. Os dados do Fisco mostram que foram arrecadados de janeiro a junho deste ano R$ 278 milhões em IR sobre ganhos em bolsa. O valor é 48,26% menor que o recolhido no mesmo período do ano passado.

Publicado em: 31 de julho de 2009, 17h10
Alterado em: 31 de julho de 2009, 17h11

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image Do blog Update or Die (link aqui) uma ótima matéria que reproduzo aqui no blog, exatamente sobre o tema de nosso encontro de hoje 29/08 “O que é empreender?”.

Nossa construção do conceito  permeou várias situações - “gerir um negócio”, “montar o próprio negócio”, “Planejar, organizar, dirigir, controlar um negócio”, “aproveitar uma oportunidade” etc., mas, tudo isso não é possível sem que as pessoas Sonhem! Sonhar é ter algo que nos dê razão para viver, para continuar indo além.

Sonhar, para o empreendedor é dormir com uma idéia e acordar com uma realização.

Vale a pena ler o artigo do Update or Die logo abaixo e para vermos uma abordagem do que é ser empreendedor nos dias de crise como os dias atuais.

Boa leitura!

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Com a crise que se espalhou ao redor do mundo, muitas pessoas perderam seus empregos e não estão conseguindo uma rápida colocação no mercado de trabalho. Sem uma solução em vista para o problema a curto prazo, muitos profissionais estão começando a pensar na criação de seu próprio negócio como uma saída para o desemprego.

Nos EUA, os cursos para formação de empreendedores estão brotando feito mato. Em New York, o volume de ofertas para cursos, coaching, rodadas de negócio, exposição de franshing, etc, está em alta. Aqui pelo Brasil, algumas franquias já começaram a sentir um reflexo positivo da crise, com o aumento da procura.

No mês passado recebi dois e-mails com questões sobre esse assunto. Um deles falava da história de um executivo da área financeira, que foi demitido em uma ação de corte de custos da empresa que trabalhava, e como há algum tempo pensava em abrir seu próprio negócio, aproveitou o empurrão. Ele decidiu abrir uma pequena gráfica de impressos rápidos, mas contava que desde que tomou a decisão nunca esteve tão estressado na vida:

“Eu reclamava que trabalhava 10 horas por dia e não ganhava hora extra. Agora eu trabalho 12 horas, incluindo meus domingos, não tenho tempo para nada, só ganho o equivalente a 4 horas de trabalho e não tenho para quem reclamar.”

Em proporções diferentes, todo empreendedor (seja ele um “funcionário intra-empreendedor” ou uma pessoa que decidiu abrir seu próprio negócio), passa por dificuldades em gerenciar seu tempo pessoal e o tempo dedicado para a empresa. A frase que mais se ouve é algo do tipo: “No começo, precisa ter dedicação total para depois colher os frutos”.

A frase é comum, mas não precisa ser uma verdade na vida empreendedora. É possível equilibrar empresa, vida, família, lazer e dinheiro! Em primeiro lugar, é preciso achar algo que o empreendedor realmente sinta prazer em fazer, caso contrário, qualquer esforço será mais um martírio. E não é muito fácil associar prazer com oportunidade. Muitas vezes pode ser algo que você ame fazer, mas o resultado financeiro não vem. Nesse caso você tem um hobby e não uma empresa.

Depois de achar a oportunidade certa, que se encaixe no seu jeito de ser, é o momento de desenvolver seu plano de negócios e, quando as coisas começarem a caminhar, é o momento que muita gente nem sabe que precisa existir: É preciso planejar a produtividade da empresa.

Planejar a produtividade da empresa significa pensar com uma cabeça de que você é um empreendedor e não um funcionário de si mesmo. A empresa vai começar com você em quase todas as funções, mas ela não pode terminar desse jeito.

É preciso que você planeje os principais processos, que escreva como cada coisa será feita, que tipo de sistema suportará a sua operação. Analise o tempo dessa atividade, questione-se sobre o que pode ser melhorado (mesmo antes de implantar!).

O resultado é que quando você começar a ter funcionários, não terá um esforço desnecessário de tempo para treinar, retreinar e cobrar. Bastará explicar o processo, acompanhar os primeiros passos, deixar as pessoas acharem os defeitos e ir melhorando gradativamente.

Ter uma empresa produtiva significa pensar na forma que a equipe irá priorizar as atividades, como entender o que é realmente urgente e que deve ser atendido naquele momento e o que pode esperar por um tempo determinado para ser feito.

Uma empresa produtiva pensa em deixar as pessoas trabalharem e não ficarem toda hora reunidas em salas de reunião, discutindo o sexo das baratas e saindo de lá achando que são hermafroditas.

Empreendedor que pensa em produtividade sabe que sua equipe precisará de uma ferramenta de planejamento pessoal e em equipe, como um Neotriad, que ajudará a acompanhar metas, projetos e a planejar seu tempo adequadamente.

Empresa produtiva é aquela que consegue viver sem o empreendedor por mais de 15 dias na qual as pessoas sabem o que deve ser feito e conseguem evoluir ao invés de simplesmente agir.

fonte: www.maistempo.com.br

fonte: www.updateordie.com

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Esta saga é a saga de um consumidor brasileiro... Atenção empreendedores! Relacionamento com o cliente engloba estratégias de marketing e qualidade... o apelo mercadológico deve estar atrelado aos processos de entrega do serviço ao cliente (famoso fullfilment), ainda mais no que diz respeito a cliente insatisfeito.

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Olá a todos,

Modestamente compartilho uma notícia publicada no portal da FESP/PR sobre o programa de incubadoras da Prefeitura de Curitiba que me proporcionou grande felicidade em participar. Como professor orientador, tive a oportunidade de aconselhar os empreendedores (micro empreendedores) sobre vários aspectos de gestão empresarial, desde custos, estratégias de comercialização e marketing, produção, etc.

A maior recompensa de uma atividade destas é o testemunho do empresário sobre os resultados que ele obtém e a sua evolução como gestor do empreendimento.

Segue o link para a notícia http://www.fesppr.br/2008/index.php?ir=ver_noticia&id=1132

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Site da Revista IstoÉ Dinheiro - (link aqui)

Último pregão viva-voz da BM&F acaba com uma tradição centenária. Vai-se o charme dos gritos e do empurra-empurra da bolsa, fica a eficiência dos computadores
Por Milton Gamez

Fotografado para a DINHEIRO por Alexandre Battibug

Salão vazio: é sexta-feira, 26 de junho, e não há mais negócios ao vivo na BM&F. Operadores preparam-se para o fim de sua profissão, marcado para a terça-feira 30

SILÊNCIO FINAL:
os últimos dias do pregão foram arrastados, sem nada para fazer a não ser lamentar o passado que se foi. Valtinho "Cara de Vaca" (de camisa rosa e gravata desamarrada) é um dos demitidos

Compro 10 a 20! - berrou o operador Juliano Pandolfo, da SLW Corretora, esticando o braço direito e trazendo a mão em direção ao peito, olho no olho com o colega Ivo Francisco de Sena, da Bradesco Corretora. Pandolfo comprou dez contratos de futuro de Índice Bovespa, com vencimento em agosto, a 52.020 pontos.

Eram 17h14 da terça-feira 30, quando seu grito ecoou pela derradeira vez no pregão viva-voz da BM&F. Outro operador, brincalhão, apregoou uma ordem absurda. "Vai tomar banho! Vai tomar banho!", responderam em coro os colegas em torno do cercado de alumínio, no canto esquerdo do salão.

A cena marcou o fim da roda de negociação da bolsa e enterrou para sempre uma tradição centenária, o encontro diário de operadores no centro velho de São Paulo para, a plenos pulmões, executarem as ordens de compra e venda de ativos disparadas por investidores de qualquer lugar do mundo - até da esquina.

A partir de agora, não tem mais brincadeira no pregão. Não tem mais confusão. Para Pandolfo, não tem mais profissão. - O que vai fazer agora? - pergunto ao ex-operador de pregão da SLW. Ele acaba de receber uma placa comemorativa de algo impossível de celebrar, o último negócio ao vivo na BM&F. No metal gravado, palavras, palavras, palavras e um boleto de papel que nunca será preenchido. - Não sei. Fui demitido.

Com os olhos úmidos e um nó na garganta, ele conta que tentará a sorte em uma nova atividade, já que não foi aproveitado em outra função pela corretora em que trabalhava. Está cursando economia na Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, a Fecap. Vítima dos computadores, os novos donos do pregão da bolsa, Pandolfo busca conhecimento numa instituição fundada no início do século passado por um apaixonado pela tecnologia, o conde Antônio Álvares Penteado.

O empresário foi um dos primeiros a mecanizar as lavouras de café e a substituir os escravos pelos colonos europeus, numa época em que a bolsa de valores paulista era uma adolescente e a de mercadorias nem tinha nascido. Naqueles tempos, os corretores se reuniam em círculos, as corbeilles, e os funcionários da bolsa escreviam as cotações em imensas paredes negras, com giz.

A revolucionária tecnologia do silício só calou a voz dos operadores na Bovespa em 2005, depois de 115 anos. Na jovem BM&F, os computadores levaram 23 anos e meio para prevalecer. Na BM&FBovespa do século XXI, quarta maior bolsa do mundo, toda e qualquer ordem será executada agora somente pelos computadores. Para os investidores, a nova era da bolsa começa com mais eficiência e gastos menores por transação.

No último pregão viva-voz foram fechados apenas sete negócios. Mais velozes e menos sujeitos a erros de execução, os sistemas eletrônicos de compra e venda têm outra vantagem crucial para as corretoras: custam menos que o ser humano. "O fim do pregão viva-voz era inevitável. Não dava mais lucro nem se pagava", diz Manoel Félix Cintra Neto, que presidiu a BM&F até sua fusão com a Bovespa, em maio de 2008. Na estreia da BM&F, em 31 de janeiro de 1986, o computador central travou e o boleto do primeiro negócio foi assinado - de cabeça para baixo - pelo convidado de honra, o governador Franco Montoro.

Na última transação, na terça-feira passada, a desconfiança histórica com os sistemas eletrônicos havia sido totalmente superada e o trabalho dos operadores de pregão, vistos como uma espécie de backup humano pelos dirigentes da bolsa, ficara obsoleto.

"Os gladiadores da bolsa perderam a voz"

anos 70: a Bolsa de Valores de São Paulo refletia a pujança do milagre econômico brasileiro e os operadores ainda usavam as corbeilles para fechar negócios

anos 80: gritaria e empurra-empurra marcam os frenéticos pregões da Bovespa, com as rodas mais nervosas movendo-se pelo imenso salão

anos 90: nasce a BM&F, casa de mercadorias e futuros que iria se fundir com a Bovespa em 2008 e criar a quarta maior bolsa do mundo

hoje: uma sala fria e silenciosa abriga os computadores das corretoras no 5o andar da BM&F. A tecnologia venceu

"Vai dar saudade, mas fazer o quê? É a tecnologia, não tem jeito", diz Lázaro de Mello Brandão, presidente do conselho de administração do Bradesco.

Octagenário, ele liderou e viveu inúmeras transformações no mercado financeiro nas últimas décadas e, na segunda-feira 29, fez soar o alarme do antigo salão da Bovespa, na estreia das ações da VisaNet (leia reportagem á pág.79), onde mais de 1,2 mil operadores se digladiavam num passado não muito distante. Hoje, o local é um salão de eventos e de educação financeira.

A poucos metros dali, na BM&F, o destino do pregão será parecido. Na prática, os cerca de 200 operadores que ainda frequentavam o gigantesco vão não tinham mais o que fazer. Em junho passado, 98% dos 22 milhões de contratos de derivativos financeiros e de commodities foram negociados eletronicamente.

O último pregão viva-voz, de 15 minutos, foi parte da homenagem da bolsa aos profissionais que levantaram a empresa no grito. Eles passavam mais tempo jogando dados na lanchonete da bolsa do que executando ordens no subsolo.

O ambiente estava desolado nas últimas semanas, como se vê nas fotos acima. Eles perderam a guerra contra a tecnologia quando a bolsa adotou o pregão simultâneo e os negócios migraram de vez para o sistema eletrônico.

O processo começou com o mercado de taxas de juro, em novembro de 2007. As rodas presenciais de futuro de dólar e de Ibovespa demoraram mais para esvanecer, ao longo de 2008, pois ainda tinham algum valor graças aos tempos de grande nervosismo econômico.

Os operadores mais experientes captavam na hora as viradas de humor dos mercados, as tendências de preços e, no contato permanente com as mesas, transmitiam informações valiosas para os negócios dos clientes e fundos de investimento das corretoras e bancos. Hoje, essa percepção é instantânea nas telas de computador das instituições e das casas das pessoas - basta saber ler os sinais.

"O viva-voz acabou, mas a profissão de operador de mercado continua", diz o ex-operador Ivan Sant'Anna, que trabalhou nas bolsas do Rio, de Chicago e Nova York e virou escritor. A revolução foi tamanha que, em junho passado, duas corretoras já tinham instalado seus próprios computadores dentro da BM&FBovespa, numa sala fria e tediosa do 5º andar.

O novo serviço, chamado de co-location, permite ordens diretas no servidor da bolsa, com ganho de alguns milésimos de segundo e milhões de reais para os robô-traders, programas de computador que operam sozinhos, sem interferência humana após a programação.

Os operadores do pregão que se prepararam para essa transformação gradual, estudando os sistemas e as técnicas de negociação eletrônica, conseguiram migrar para as mesas e levaram sua experiência para cima.

Muitos não sabem o valor que têm na competição com os jovens formandos das universidades. "O operador de pregão tem aptidão para decidir muito rápido e sob pressão. E tem de dar a ordem correta", diz Everaldo Araújo Oliveira, 38 anos.

Oliveira é um dos poucos que conseguiram sair da gritaria da BM&F e chegar ao topo da vida corporativa - é presidente da corretora espanhola CM Capital Markets no Brasil. Henrique Metzger, um operador especial que trabalhava por contra própria no pregão, vai tentar a sorte numa empresa de investimentos, agora com recursos de terceiros. "Vou atrás de clientes", conforma-se. Difícil é aceitar o fim da linha e buscar novos rumos, depois de anos e anos fazendo a mesma coisa.

"As pessoas são resistentes à mudança. Mas a vida é uma mutação e o cara tem de se adaptar", afirma Sant'Anna. Infelizmente, não é a regra no último batalhão de "gladiadores da BM&F", como foram definidos pelo escritor.

Último ato: (em sentido horário) Na terça 30, a roda final do Ibovespa futuro, o ex-operador Oliveira, o "enterro" com marcha fúnebre e os operadores do último negócio (Pandolfo é o da esquerda)

Segundo relatos ouvidos pela DINHEIRO nos últimos três dias do pregão viva-voz, a grande maioria dos operadores remanescentes não fez os cursos de qualificação oferecidos pela universidade corporativa (o Instituto Educacional BM&FBovespa), não encontrou espaço no mercado atual e foi demitida por seus empregadores, as corretoras.

"Os nossos cursos continuarão abertos por dois anos para quem trabalhou este ano no pregão e quer se aperfeiçoar", promete Edemir Pinto, presidente da BM&FBovespa. Poucos pretendem voltar aos bancos escolares. Muitos abriram processos trabalhistas contra as corretoras, alegando problemas físicos causados pelo ofício estressante e barulhento. "Fomos tratados como lixo. Não sei fazer outra coisa e vou ficar sem dinheiro.

O que vou dizer para a escola dos meus filhos? Que não posso mais pagar?", questiona um operador de 50 anos, que pede para não ser identificado. "Estamos nos sentindo traídos", diz Valtinho "Cara de Vaca", como é conhecido Valter Marinho Rosa, operador da Hencorp-Concor, também demitido. "Nas mesas, a percepção é que os operadores de pregão são ladrões ou corruptos", reclama.

Um salmo colado na frente do crachá amarelo dá a medida do seu desconforto existencial: "Invoca-me no dia da angústia; Eu te livrarei." Aos 33 anos, sem diploma superior, "Cara de Vaca" ganhava R$ 3 mil, um quinto do que recebiam os operadores mais disputados no auge da profissão, nos anos 90. Ele pensa em vender pneus com o pai e abrir uma loja de móveis para a mulher, no bairro paulistano do Tatuapé. É o que diz aos colegas que se abraçam e choram na festa de despedida preparada pela bolsa.

Nesse momento, o pregão viva-voz está sendo "enterrado", com direito até a canto da marcha fúnebre, quando funcionários da bolsa desmontam parte de um dos nove pits abandonados.

Ao cair da noite da terça-feira, muitos olham com tristeza a roda do Ibovespa futuro onde ocorre o último pregão viva-voz. Foi ali que o colega Paulo Sérgio Silva, 36 anos, transtornado, deu um tiro no próprio peito, em 17 de novembro de 2008. A bala perfurou a foto do filho no verso do crachá. Paulinho Pipoco, como passou a ser chamado, sobreviveu. A vida continua

Em junho, 98% dos negócios de um total de 22 milhões de contratos na BM&F foram fechados de forma eletrônica

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